A história de Rosana Cristianne

Quem assiste a uma linda bai­la­rina dan­çando, des­te­mida em cima de um palco, não ima­gina toda a his­tó­ria que ela tem para contar.

Nem sem­pre os cami­nhos estão aber­tos em uma soci­e­dade que pouco valo­riza as artes. Mas, para quem tem com­pe­tên­cia para supe­rar desa­fios, tudo é possível.

rosana

Superação deve­ria ser o sobre­nome da bai­la­rina Rosana Cristianne, de 14 anos. Iniciou as aulas de bal­let aos 5 anos de idade, pas­sou por diver­sas esco­las e sem­pre foi assí­dua nas aulas: com o tempo apren­deu a con­ci­liar os estu­dos e a dança.

Talentosa como só ela, foi con­vi­dada para um fes­ti­val de dança em Lyon, na França. A falta de recur­sos e o sonho de dan­çar em solo fran­cês fez a bai­la­rina pen­sar em uma opção para anga­riar fun­dos. A solu­ção: dan­çar na rua, mais pre­ci­sa­mente na famosa Avenida Paulista, em São Paulo, onde pas­sam mais de um milhão de pes­soas dia­ri­a­mente. Convenceu seus pais e outras três ami­gas: Bianca Ramos (15 anos), Julia Togni (13) e Giovanna Furlan (13).

Foi aí que nas­ceu o “Ballet na Paulista”. As qua­tro meni­nas supe­ra­ram o medo e a ver­go­nha de dan­çar na rua e em sua pri­meira apre­sen­ta­ção se depa­ra­ram com um público recep­tivo e emo­ci­o­nado. Muitas pes­soas nunca haviam visto bai­la­ri­nas, mui­tas cri­an­ças entra­ram na dança junto com as meni­nas e até mora­do­res de rua cede­ram suas moe­das para dar vida ao sonho.

Os pais de Rosana, José Roberto e Marta, já esta­vam quase ven­dendo o carro da famí­lia para aju­dar a via­gem – não foi pre­ciso. A expe­ri­ên­cia ren­deu não só o dinheiro para a via­gem como uma expe­ri­ên­cia que mudou a forma como Rosana vê a dança.
A famí­lia, aliás, foi essen­cial para o pro­jeto dar certo. De segu­ran­ças a moto­ris­tas, de sono­plas­tas a figu­ri­nis­tas, os pais da bai­la­rina esti­ve­ram pre­sen­tes em todos os momen­tos, em todas as apre­sen­ta­ções e ensaios. É a prova de que amor é mais impor­tante que dinheiro.

Esse ano, ingres­sou no Studio Dança Tamara Lisa em São Paulo. Além de um exame da Royal Academy of Dance de Londres (que foi rea­li­zado em maio), pre­pa­rou tam­bém uma vari­a­ção do reper­tó­rio Coppélia, dan­çou em diver­sos fes­ti­vais de dança e para sua sur­presa foi aceita no Festival de Dança de Joinville, o mais impor­tante do país.

Quando soube da notí­cia, saiu pulando pela escola com um sor­riso de ore­lha a orelha.

Os resul­ta­dos dessa car­reira real­mente são incer­tos, porém em ter­mos de mere­ci­mento, Rosana já é campeã.

Nossos gran­des agra­de­ci­men­tos a Rosana, sua famí­lia e ao Studio Dança Tamara Lisa por com­par­ti­lhar conosco essa linda história.

Deixe um comentário