A importância de se atualizar

Algumas suges­tões para quem não quer se tor­nar um pro­fes­sor de bal­let ultrapassado

“O bal­let clás­sico não muda” é o que a gente ouve cons­tan­te­mente e real­mente, os pas­sos são os mes­mos, a téc­nica tam­bém, mas com o pas­sar do tempo, muita coisa foi aper­fei­ço­ada. Muitos estu­dos foram fei­tos, mui­tas ins­pi­ra­ções de outras moda­li­da­des che­ga­ram para que a téc­nica seja melho­rada e para aju­dar na nossa busca pela per­fei­ção e melhor desempenho.

Na minha opi­nião, não dá para ficar preso na aula que você fez quando você tinha 10 anos, dava quando tinha 20 anos e hoje você tem 40, por exem­plo! Quantos exer­cí­cios foram expe­ri­men­ta­dos para melho­rar o alon­ga­mento, o en dehors, for­ta­le­cer mus­cu­la­tu­ras etc. Não pode­mos igno­rar isso e achar que o que um dia a gente viveu e só o que a gente viveu é ver­dade abso­luta e sufi­ci­ente para ser­mos pro­fes­so­res, sem ficar­mos ultrapassados.

Estude!

Existem mui­tos cur­sos de aper­fei­ço­a­mento para pro­fes­so­res. Com dicas, troca de expe­ri­ên­cias etc.

Leia!

Ler faz parte. Procure livros, blogs de refe­rên­cia, no Brasil e fora.

Vai encon­trar mui­tas referências.

Assista espe­tá­cu­los e tire o melhor deles como inspiração

Muitos pro­fis­si­o­nais ten­dem a sem­pre cri­ti­car o tra­ba­lho do outro sem olhar pro pró­prio umbigo e o pior: sem lem­brar de todas adver­si­da­des que pude­ram fazer parte do pro­cesso para aquele espe­tá­culo ficar pronto.

Procure outras modalidades

Você pre­cisa saber como elas são e o que se aprende nelas, até mesmo para aju­dar seus alu­nos num momento de esco­lha deles. Você pode não gos­tar do con­tem­po­râ­neo, por exem­plo, mas ele é impor­tante. É para onde mui­tos bai­la­ri­nos migram e encon­tram mer­cado para se profissionalizar.

Abra sua mente

Não adi­anta ficar preso no bal­let clás­sico de olhos fecha­dos para tudo que está acon­te­cendo na dança à sua volta. Seus alu­nos pre­ci­sam de ori­en­ta­ções pau­ta­das na rea­li­dade e não nas suas opi­niões e gos­tos pessoais.

Assista aulas de outros professores

Sua aula não é a melhor do mundo! Outros pro­fes­so­res dão aulas tão boas ou melho­res do que as suas. Busque apren­der com essas aulas.

Atualize-se

Evite sem­pre repe­tir aque­las mes­mas sequên­cias que todo mundo que vai fazer sua aula já sabe o que vai acon­te­cer. Enjoa, cansa e dá impres­são de que você não sabe fazer outra coisa e que tem pre­guiça de pre­pa­rar as aulas.

Prepare suas aulas!

Faz parte do pro­cesso de dar aulas. Sua aula não é ape­nas dada no momento em que ela acon­tece. Existe o antes, a pre­pa­ra­ção. A deci­são de quais exer­cí­cios dar e porquê. Quais resul­ta­dos você pre­cisa. Quais músi­cas são ade­qua­das. É um tempo extra que você pre­cisa reservar.

Ouça seus alunos

Eles te darão opi­niões e dire­ções a seguir. Muitos pro­fes­so­res per­dem os alu­nos e ficam achando que a pes­soa quis parar de fazer bal­let quando na ver­dade a pes­soa desis­tiu por causa da aula que ela fazia. Por não ver resul­ta­dos; por não aguen­tar mais fazer as mes­mas coisas.

Não con­funda o pes­soal com o profissional

Você pode e deve ser amigo de suas alu­nas, con­tudo não pode con­fun­dir. Hora da aula é hora da aula. Não é hora de ficar falando sobre sua vida pes­soal e pro­ble­mas, a não ser que isso de alguma forma esteja rela­ci­o­nado à aula.

Deixe um comentário