Para conhecer: dança butoh

Já ouviu falar dessa dança?

Ela sur­giu no Japão pós-guerra e ganhou o mundo na década de 1970. Criada por Tatsumi Hijikata e Kazuo Ohno na década de 1950 o butô é tam­bém ins­pi­rado nos movi­men­tos de van­guarda: expres­si­o­nismo, sur­re­a­lismo, construtivismo…

O dire­tor de tea­tro e butoka, Calé Miranda, pes­quisa a dança butoh em jus­ta­po­si­ção à mito­lo­gia afro-brasileira, e veio hoje con­tar um pouco mais sobre essa dança para nós.

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“Butoh — a dança das som­bras — é uma dança que parte de uma moti­va­ção interna, de uma força vital con­cen­trada no inte­rior do corpo que explode para o exte­rior e pro­voca o movi­mento. Diz-se que o movi­mento que vemos fora é ape­nas o que “vaza” da dança que existe den­tro do corpo. Esta perda de con­trole é cau­sada pela poten­cia da ener­gia con­cen­trada neste corpo. Esta ener­gia os ori­en­tais cha­mam de “QI” (tchi), é a mesma ener­gia uti­li­zada nas lutas mar­ci­ais. Nós, bra­si­lei­ros, pode­mos cha­mar de “Axé”, esta força neces­sá­ria para tra­zer um Orixá do Orum para dan­çar no corpo do ini­ci­ado no Candomblé.

O per­for­mer não está em transe, mas o des­con­trole de seus movi­men­tos, o colapso de seu corpo, a impres­são de um “corpo sem órgãos” nos leva a esta sen­sa­ção. Entender este “Axé” da dança butoh e suas pos­si­bi­li­da­des na cri­a­ção artís­tica será o objeto prin­ci­pal de estudo neste workshop que proponho.”

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UMA APROXIMAÇÃO DA DANÇA BUTOH PELO TEATRO

Por que a dança butoh inte­ressa tanto aos ato­res? Como uti­li­zar a ten­são e o fluxo de ener­gia do butoh na cons­tru­ção tea­tral? Dirigido aos ato­res, bai­la­ri­nos e a todos que tenham algo a dizer atra­vés do corpo, este workshop visa encon­trar um cami­nho além do texto dito por uma personagem.Tendo como ponto de par­tida a mito­lo­gia pes­soal do per­for­mer vamos pro­cu­rar a sua dança pes­soal, a dança inte­rior de cada um, aquela que está escrita em suas célu­las, que tra­duz a sua ances­tra­li­dade e a rees­creve para a lin­gua­gem contemporânea.

As aulas serão no Teatro Ipanema, dias 22/02 e 23/02, das 12h às 17h (no palco do tea­tro) e das 17h às 21h ao ar livre na praia. Os alu­nos cri­a­rão peque­nos duos e solos que serão apre­sen­ta­dos na praia no dia 23.

O inves­ti­mento é de R$200,00, pagá­vel em duas vezes, sendo a pri­meira par­cela na con­fir­ma­ção da ins­cri­ção e a segunda com che­que para março. A ins­cri­ção deve ser feita pelo e-mail: [email protected], onde serão for­ne­ci­das outras infor­ma­ções e a conta ban­cá­ria para o depó­sito da pri­meira parcela.

Por – Mariana é jornalista, adora escrever e acompanha tudo relacionado às artes!

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