Conhecimento para além da técnica

É fun­da­men­tal que todo bai­la­rino tenha um conhe­ci­mento amplo, para além de sua téc­nica. O bai­la­rino pre­cisa conhe­cer as expres­sões uti­li­za­das na cena, pre­cisa conhe­cer um pouco sobre música, inter­pre­ta­ção, noções de ana­to­mia e prin­ci­pal­mente sobre a his­tó­ria da Dança e da Arte em geral.
Para isso, além de lei­tu­ras espe­cí­fi­cas, são neces­sá­rias visi­tas cons­tan­tes a: teatros, museus, galerias de arte, bibliotecas e Centros Culturais.

Artistas mul­ti­fa­ce­ta­dos são peças-chave para fazer fun­ci­o­nar as engre­na­gens das artes, pois eles adqui­rem uma visão macro do setor. Um conhe­ci­mento que vai desde a pro­du­ção até a ence­na­ção de um espe­tá­culo. E o prin­ci­pal: por terem essa ampla expe­ri­ên­cia, não ficam depen­den­tes de buro­cra­tas e admi­nis­tra­do­res que por vezes estão mais pre­o­cu­pa­dos com a “roda da for­tuna” do que com o com­pro­misso com a arte.

O artista é aquele que pre­cisa enxer­gar além, que pre­cisa conec­tar diver­sas ins­tân­cias da vida, para poder criar algo maior. Quando mais ampla a sua visão de mundo, maior a sua capa­ci­dade de cri­a­ção. Quanto mais diver­si­fi­cado o seu cami­nho de estu­dos, melhor ele con­tri­bui com a sua arte. Talvez seja esse o grande desa­fio no campo das Artes Cênicas e da Dança, espe­ci­fi­ca­mente: for­mar artis­tas completos.

“Bailarina tem que melho­rar tudo sem­pre”, disse certa vez Ana Botafogo. E neste “tudo”, com cer­teza, ela estava incluindo todos os aspec­tos téc­ni­cos do Ballet bem como os conhe­ci­men­tos gerais. Afinal, conhe­ci­mento é ótimo e ele não ocupa espaço. Quanto mais, melhor!

Aliás, falando em conhe­ci­mento e apro­vei­tando a pro­xi­mi­dade da data:
Você sabe por que se come­mora o dia inter­na­ci­o­nal da dança no dia 29 de Abril?

Esta data foi cri­ada em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança (CID) da UNESCO. A come­mo­ra­ção tem por base o dia de nas­ci­mento de Jean-Georges Noverre, que nas­ceu em 1727 na França. Ele foi bai­la­rino e pro­fes­sor de Ballet, se des­ta­cando na his­tó­ria da dança por ter escrito um con­junto de car­tas sobre o balé de sua época. A sua pro­posta era atri­buir expres­si­vi­dade à dança atra­vés da pan­to­mima, uti­li­zando mãos, bra­ços e fei­ções para, segundo ele, sen­si­bi­li­zar e emocionar.

Agora que você já sabe, apro­veite o dia 29 de Abril (e tam­bém todos os outros dias do ano), para sen­si­bi­li­zar e emo­ci­o­nar o mundo com a sua dança!

(Foto: Bolshoi)