EDTAM – Excelência no ensino da dança no Rio Grande do Norte

Em via­gem a Natal, capi­tal do Rio Grande do Norte, tive a opor­tu­ni­dade de visi­tar o Teatro Alberto Maranhão, que pos­sui uma Escola de Dança que tem sido um com­ple­mento indis­pen­sá­vel na edu­ca­ção de jovens e cri­an­ças desde 1985, quando foi fun­dada pelos pro­fes­so­res Carmem Borges e Edson Claro. Tive tam­bém o pra­zer de con­ver­sar com a dire­tora artís­tica da Escola, a profa. Wanie Rose Medeiros, que me brin­dou com um bate-papo deli­ci­oso no qual con­ver­sa­mos bas­tante sobre a Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão.

A cada ano a EDTAM vem se fir­mando como a prin­ci­pal escola de dança do estado do Rio Grande do Norte e como uma das refe­rên­cias do bal­let clás­sico no Brasil. O bri­lhante tra­ba­lho, lide­rado desde 1999 pelas dire­to­ras artís­tica Wanie Medeiros e admi­nis­tra­tiva Solange Gameiro, é um divi­sor de águas na his­tó­ria da dança nesse estado. Além de ter sido res­pon­sá­vel pela for­ma­ção de exce­len­tes pro­fis­si­o­nais em diver­sos seg­men­tos da dança (Ballet Clássico, Dança Contemporânea, Danças Populares …), como resul­tado desse esforço vários alu­nos da escola con­quis­ta­ram bol­sas de estudo na Escola do Teatro Bolshoi em Joinville, em esco­las no exte­rior como o The Harid Conservatory-Flórida-EUA e em com­pa­nhias pro­fis­si­o­nais aqui no Brasil (Focus Cia. De Dança).
Criada com o obje­tivo de opor­tu­ni­zar a dança para todos, mudando a visão de que estu­dar ballet era ape­nas para a elite, a EDTAM foi cres­cendo. Até que em 1998 teve que ser trans­fe­rida do pré­dio do Teatro que dá nome à escola para outro pré­dio na Av. Chile (Bairro da Ribeira), devido ao número cres­cente de alu­nos (entre 500 e 600). A cada ano, quando a EDTAM abre ins­cri­ções para o ingresso de novos alu­nos, a pro­cura aumenta e o número de can­di­da­tos varia entre 800 e 1000 ins­cri­tos. O mais inte­res­sante é que nor­mal­mente a divul­ga­ção para essa audi­ção de admis­são para Escola é feita ape­nas no ‘boca a boca’. Além de manter-se firme com a tra­di­ção clás­sica, a escola a cada novo ano amplia seus hori­zon­tes. Nela, após um deter­mi­nado tempo de estudo de bal­let clás­sico os alu­nos tam­bém podem estu­dar hip hop e dan­ças popu­la­res. A EDTAM inova e, na era da inclu­são social, criou uma turma de dança para defi­ci­en­tes visu­ais e em várias de suas tur­mas regu­la­res, ela tem alu­nos por­ta­do­res da Síndrome de Down.

Qualquer bai­la­rino, seja estu­dante ou pro­fis­si­o­nal, quer estar no palco. Sensível a esse fato, a EDTAM criou 4 gru­pos de dança, pro­por­ci­o­nando aos seus alu­nos a vivên­cia artís­tica que faz toda a dife­rença na for­ma­ção des­ses jovens talentos.

O Grupo Infantil da EDTAM é coor­de­nado na parte da manhã pela pro­fes­sora Tatyelli Raulino e à tarde pelo pro­fes­sor Sammy Passos. Já o Grupo Juvenil é coor­de­nado pela pro­fes­sora Márcia Suene e, final­mente, o Grupo Clássico é coor­de­nado pela dire­tora Solange Gameiro.

A Cia. de Dança de Dança do Teatro Alberto Maranhão (CDTAM), coor­de­nada pela dire­tora Wanie Rose Medeiros, con­quis­tou 80 prê­mios em seus 15 anos de trejetória.

Amigos lei­to­res, por hora fico por aqui, Dentro em breve pos­ta­re­mos um pouco mais sobre a his­tó­ria dessa efer­ves­cente escola do Rio Grande do Norte!

Por: Fabio Matheus é pós-Graduado em Repertório Clássico e Metodologia de Ensino na Kennedy (EUA). Graduou-se em Ballet Clássico na San Francisco Ballet School. Desde 2006 faz parte do juri e pedagogos do IBC Varna (Bulgaria).

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