O Flash Mob de hoje

Flash Mob, ou flash­mob, é uma reu­nião repen­tina de pes­soas, em um lugar público, para a rea­li­za­ção de um ato inu­si­tado, pre­vi­a­mente com­bi­nado, para fins de entre­te­ni­mento, sátira, ou alguma expres­são artís­tica, por um curto período de tempo, dispersando-se logo após a demonstração.

Os flash mobs são orga­ni­za­dos atra­vés de tele­co­mu­ni­ca­ções, mídias soci­ais, e-mails e cor­ren­tes eletrônicas.

Os acon­te­ci­men­tos orga­ni­za­dos para fins polí­ti­cos (como os pro­tes­tos) e comer­ci­ais, envol­vendo pro­fis­si­o­nais pagos, são nor­mal­mente cha­ma­dos de smart mob em paí­ses de lín­gua inglesa.

O termo tem ori­gem no século XIX na Austrália, e referia-se a um seg­mento da soci­e­dade, não a um evento. Era usado para des­cre­ver a sub­cul­tura de um grupo de pri­si­o­nei­ras da Tasmânia. O termo foi base­ado no termo flash lan­guage, por causa dos jar­gões uti­li­za­dos por elas.  Flash nesse sen­tido, acre­dito eu, apa­rece mais como “repen­tino” do que “rápido”.

Conta a his­tó­ria que, durante uma rebe­lião em Van Diemen’s Land em 1844, cen­te­nas de pri­si­o­nei­ras viraram-se de cos­tas para o reve­rendo local, o gover­na­dor e a pri­meira dama, em um ato de pro­testo, e levan­ta­ram as suas saias sem ter nada por baixo, mos­trando assim suas par­tes ínti­mas, e daí vem flash mob,  Flash – repen­tino,  mob – mobi­li­za­tion, mobilização.


O pri­meiro flash mob dos dias atu­ais acon­te­ceu em Manhatan (Nova York), dia 3 de Junho de 2003, em uma loja de depar­ta­men­tos cha­mada de Macy’s. Foi orga­ni­zado pelo edi­tor sênior da revista Harper’s, Bill Wasik. 130 pes­soas foram ao nono andar da loja, onde ven­dia tape­tes, se reu­ni­ram ao redor de um tapete caro e, qual­quer um que fosse abor­dado por um ven­de­dor foi ins­truído a res­pon­der que eles mora­vam jun­tos em um arma­zém nos arre­do­res de Nova York, bus­ca­vam um “tapete de amor” e toma­vam todas as deci­sões de com­pras em gru­pos. Depois, 200 pes­soas entra­ram no Hyatt Hotel, ocu­pando o seu lobby e meza­nino, e aplau­di­ram simul­ta­ne­a­mente por 15 segun­dos. Em uma loja de sapa­tos cha­ma­das SoHo, par­ti­ci­pan­tes fin­giam ser turis­tas que faziam uma via­gem de ônibus.

Em entre­vista ao The New York Times, em Dezembro de 2010, ele (Wasik) disse que “os mobs come­ça­ram como um expe­ri­mento social de brin­ca­deira, que visa­vam enco­ra­jar que encon­tros espon­tâ­neos com mui­tas pes­soas acon­te­ces­sem tem­po­ra­ri­a­mente em áreas comer­ci­ais e públi­cas, sim­ples­mente para mos­trar que eles podiam”.

O pri­meiro flash mob do Brasil acon­te­ceu em São Paulo, dia 13 de Agosto de 2003, quando cerca de 100 pes­soas come­ça­ram a atra­ves­sar a ave­nida Paulista, tira­ram seus sapa­tos e come­ça­ram a batê-los no chão. Foi orga­ni­zado por um mem­bro de um grupo de artis­tas plás­ti­cos, Eli– Golande.

 

Alguns vídeos de flash/smart mobs:

Evento orga­ni­zado pela Seattle Symphony e pela Nordstrom. Centenas de can­to­res can­tando a “Halleluja” de Handel em 11 de Dezembro de 2010.

Comercial para a empresa belga VTM na esta­ção de trem de Antwerp.

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