Repertório Cultural

Muitas vezes nos depa­ra­mos com situ­a­ções em que nosso conhe­ci­mento sobre dança é posto a prova,

seja por per­gun­tas de alu­nos inte­res­sa­dos ou por nos­sas pró­prias dúvi­das diante do uni­verso vasto que é a dança.

Todo artista pre­cisa ter um reper­tó­rio cul­tu­ral vasto, e para tal, a pes­quisa e a curi­o­si­dade na área em que atua é pri­mor­dial. Cabe a cada pro­fis­si­o­nal agre­gar cul­tura a seu trabalho!

Já foi a era em que se acre­di­tava que o bai­la­rino é somente um repro­du­tor de algo pronto, enges­sado. Não mais. Somos cri­a­do­res de con­teúdo, de cul­tura, auto­res de nosso pró­prio tra­ba­lho – mesmo que este­ja­mos dan­çando ou mon­tando um Ballet de Repertório do século passado.

Então, aqui seguem algu­mas ideias para aumen­tar seu reper­tó­rio cul­tu­ral e se tor­nar um pro­fis­si­o­nal mais expe­ri­ente e feliz:

1)     UM BOM LIVRO

A lite­ra­tura nos traz diver­sas obras sobre dança: teo­ria, his­tó­rias, roman­ces – tudo vale. Existem tam­bém diver­sos dici­o­ná­rios de dança, com infor­ma­ções com­ple­tas e segu­ras. E o melhor, em por­tu­guês. Temos, por exem­plo, o dici­o­ná­rio de dança Oxford – tra­du­zido e a preço acessível.

2)     UMA MODALIDADE?

Do bal­let a Bollywood: não pre­ci­sa­mos ser espe­ci­a­lis­tas em tudo, mas conhe­cer é essen­cial, e aumenta seu leque de ins­pi­ra­ções artís­ti­cas. Para quem mora em locais que não há acesso, a inter­net é a melhor fonte para pro­cu­rar. Grandes gru­pos de dança têm seus tra­ba­lhos divul­ga­dos em sites de vídeos, ao alcance de todos.

3)    NA PONTA DA LINGUA

Quem vive dan­çando vive rode­ado de gente que tam­bém dança. Vale muito a pena sepa­rar um tempo para con­ver­sar com seus alu­nos, cole­gas e pro­fes­so­res sobre os temas da dança, novas moda­li­da­des, core­o­gra­fias, mate­rial e tudo mais.

4)     REPASSE CULTURA

Nossas esco­las estão abar­ro­ta­das de pes­soas que nem sem­pre têm von­tade de bus­car conhe­ci­mento, por vários moti­vos. Motivar pes­soas tam­bém é parte do tra­ba­lho do pro­fes­sor, não se esqueça. Conte para seus alu­nos a his­tó­ria da core­o­gra­fia que estão dan­çando, do bal­let que irão apre­sen­tar! Ajudar seus alu­nos a ir além é o motivo de você fazer o que faz. Então, faça inteiramente!

5)     DE TUDO UM POUCO

Por fim, vale lem­brar que cul­tura é tudo que está a nossa volta e deve­mos buscá-la em todas as for­mas pos­sí­veis. Do cinema à degus­ta­ção, do reper­tó­rio ao con­tem­po­râ­neo, vale tudo. Quanto mais cul­tura se ganha, mais se quer ganhar.

Para quem ama o que faz, essa é só mais uma maneira de ficar ainda mais em con­tato com a dança. Para quem pro­cura ser um ser humano mais com­pleto, é uma forma de tornar-se mais pen­sante, mais ques­ti­o­na­dor, mais dono da pró­pria arte.

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